sábado, 7 de maio de 2011

Apreciação crítica de Relatos de Experiências em Artes.

Embora tenha me sentido instigada a participar desta tarefa trazendo minha contribuição não pude deixar de entrar em conflito, entre o que deve ser o mais indicável ou mais acertivo, mas vamos lá.

Após ter lido alguns relatos, optei por discursar sobre o tema A Mulher Através da Arte, talvez pelo fato do dia 8 de Março ter passado a pouco, achei que a valorização da mulher como objeto, mas a transportando para cá  como um objeto de aprendizagem atrairia nosso olhar.

Ao discorrer sobre o relato não pude deixar de perceber que tornou se um projeto muito rico em informações e vivências trocadas entre professor e alunos, mas também um pouco extenso, sabemos que o ano letivo passa muito rápido, mas ficar um semestre discursando sobre uma mesma temática pode direcionar mais a apologia feminista, ocasionando  um efeito "rebote" fora o esperado. 
Claro que quando estamos entusiasmados com um projeto, ficamos encantados a cada resposta que o aluno nos dá, mas não podemos ser insistentes em uma temática e o que percebi foi justamente isso.
Particularmente trabalhei o dia 8 de Março unindo o útil ao agradável, como estava previsto trabalhar o modernismo no inicio do ano com turmas de ensino médio trouxe a nossa mais que Modernista brasileira Anita Malfatti e através dela trabalhamos a superação da mulher, (mão atrofiada) tendo que aprender a pintar com a mão oposta, a aposta em um estilo de pintura e a crítica da sociedade  através da observação do escritor Monteiro Lobato, abstraímos tudo o que podíamos desta mulher modernista para enriquecer nossos conhecimentos. Confrontar a teoria, o debate e a prática nos direcionam a um abarcamento de ideias e conclusões imediatas e duradouras, para a prática realizamos o isolamento da mão com fita durex grossa simulando uma atrofia e criamos situações para a pintura  da obra O Farol baseada na obra mais famosa da artista, sentindo as mesmas dificuldades em abrir os potes, misturar as tintas, traçar firmemente com a mão oposta; perceber o significado da cor, textura, proporção, volume, linha e  movimento artístico.


 E  vejo as interpelações da professora um pouco óbvia ao instigar os alunos da maneira seguinte, pois põe a mulher na condição de fazer e não de pensar, em nenhum momento foi perguntado se esta mulher teria desejos, sentimentos, sonhos, vocações 
A releitura através de produção de texto, foi a partir de perguntas:

Quem é ela?
O que ela está fazendo?
Onde ela está?
Com quem ela está?


Bom, torno a reafirmar que por mais que nos sintamos aguçadas, provocadas a participar; o fazemos com um certo friozinho na barriga, mas estas são as considerações que julgo importantes fazer.

Relatos de experiências passadas na vida escolar

É impressionante como desconstruímos ou construímos conceito com uma enorme facilidade, isso porque ao iniciar este curso a distância sempre inquietava me com as aulas de artes durante minha caminhada escolar,fui percebendo nitidamente que da 5ª  até a 8ª série meus professores potencializaram a cópia e exercício de pinturas, e durante o ensino médio os desenhos livres que a professora usava chamar de criações ( o que não perde em nada com o atirar uma bolo na quadra para os alunos e chamar isso de aula), até que um dia em um de nossos encontros presenciais uma colega ouvindo meus relatos indignados e frustrados disse: - Talvez esses professores fizeram o melhor que podiam! E isso  me calou forte, e percebi aí uma grande verdade, posso julgar que fiz trabalhos maravilhosos em sala de aula naquela época, o que hoje entendo não ter siso artes e sim artesanato, como posso trazer um projeto para socializar aqui e não ser tão atraente aos olhos do público, mas de um crescimento cultural arrebatador.
Mas gosta gostaria de compartilhar uma experiência:

Ao realizarmos a cadeira Seminário Integrador 4, fiz uma intervenção chamada o "Grito" e com ela trabalhei o Impressionismo, fizemos uma mesa redonda para discutirmos sobre o Impressionismo e seus artistas, para contextualização nos apossamos da obra "O Grito" de Edvar Munc para darmos nosso grito a sociedade, e para que todos pudessem contribuir artisticamente cada um escolheria a sua intervenção, que poder ser  através da pintura, recorte, montagem, escrita..., montamos um mural exposição na entrada da escola.
Sinceramente quando realizei este trabalho não enxergava o quanto ele seria positivo e daria o resultado que deu, os desenhos, as pinturas, as montagens e principalmente os textos, dando o grito contra a violência à mulher, da política fraudulenta, dos sonhos dos pais que não contemplam os sonhos dos filhos, das drogas  e por aí.